- Computador, óbvio. Parcelado nas Pernambucanas em doze suaves prestações. Estou na sexta, todas pagas em dia, acreditem.
- Uma caixa de Especialidades Nestlé vazia. Sou louco por caixas, guardo tudo em caixas que eu mesmo forro com papel de presente, recortes de revista, etc. Uma coisa meio hippie.
- Uma sacola plástica azul vazia. Sacolas plásticas são outra mania que rendem uma crônica inteira.
- Um pacote de chá verde Yamamotoyama pela metade, fechado com um pregador de roupa. Está sobre a mesa de trabalho para que não me esqueça de levar para o trabalho e, assim, tomar o dia todo. Preciso emagrecer urgentemente e chá verde ajuda muito. Anotem essa dica.

- Meu molho de chaves, com um chaveiro em forma de abridor de garrafas... Bandeira de alcoólatra, né?
- Meus extratos do FGTS que a Caixa me manda religiosamente pra me lembrar de que tenho uns caraminguás lá me esperando.
- Um cd gravado pela minha irmã que contém Biquíni Cavadão, Cidade Negra, Skank, Kid Abelha, Titãs, Zeca Baleiro, Jota Quest y otras cositas más...
- Dois cd’s virgens e um dvd igualmente intacto para que eu faça backup de meus arquivos o mais rápido possível, antes que a tragédia que ocorreu com meu antigo PC se repita e eu me sinta tentado a tomar formicida.
- Três amostras grátis de perfume. Dois Noir de Christian Lacroix e um de Jean Paul Gaultier. Pra colocar na bolsa.
- Uma caixa de cd vazia (que não sei como veio parar aqui).
- Uma cotação de preços que minha mãe por telefone nos pet-shops do bairro fez para comprarmos uma coleira anti-pulgas para Ringo Starr. Não, ele não tem pulgas. Teve carrapato uma vez. É prevenção.
- A fatura do UOL paga de março.
- A oração de Santa Rita de Cássia. Ela é poderosa!
- Um comprovante de depósito de alguém no Banco Nacional, que até já fechou, de 1995. Deve ser da minha mãe.
- Um cardápio da Pizzaria Fornalha. Quando sobrar dinheiro vou pedir uma Gorgonzola delivery.
- O extrato de fevereiro do Banco Real, que ainda me trata como cliente apesar de não movimentar a conta há dois anos.
- Faturas do Extra e do Unicard.
- O IPTU que eu sempre pago no final do ano, com o décimo terceiro. Com uma pancada de juros e ameaças veladas de leiloarem a casa.
- Dois disquetes que perderam a utilidade, já que hoje meu computador não trabalha mais com tecnologias ultrapassadas.
- Um cardápio do Zappas, doceria que me tira o sono com coisas como mil folhas de morango, torta mousse de avelã e nozes, bolo de profiteroles e crostata de morangos com creme belga. Por que eu não jogo fora essas coisas? Um dia eu consigo viver de luz!
- Um livro do Mario Prata (Schifaizfavoire), de quem copiei a idéia desta crônica, e outro do Santiago Nazarian (Feriado de Mim Mesmo). Recomendo os dois.
- Dois prendedores de papel.
- Grampeador que eu nunca uso.
- Pen drive, aparelho fantástico que revolucionou minha vida.
- “Acabou a ração do Ringo Starr e o papel higiênico”. Bilhete de mamãe. Como o cotidiano de qualquer ser humano é ridículo!
- Mini panela de barro que minha irmã trouxe de Vitória como souvenir. Dentro uma receita de moqueca capixaba ainda não testada.
- Dois bilhetes de loteria federal. Não foi dessa vez.
- Uma não-agenda de telefones. Digo que é uma não-agenda por que se trata de um caderno em que minha mãe coloca os telefones numa ordem caótica, que não respeita ordem alfabética ou lógica de parentesco. Só ela acha o número de quem quer que seja. Eu só uso a agenda do celular pra me defender dessa maluquice.
- A lista telefônica, que só uso para pegar telefones de lanchonetes delivery.
- Cadernos de anotações e rabiscos. Adoro rabiscar.
- Minhas duas disqueteiras cheias de cd’s e dvd’s. Quase todos gravados por mim. Eu colaboro com a pirataria, joguem-me no cárcere.
- Muitas canetas que não funcionam. Umas duas que ainda escrevem.
- O único aparelho de telefone da casa. Quando mamãe resolve falar ao telefone, não tem crônica nova para o blog nem joguinho de computador. Aproveito esses momentos (ou horas) para fazer a barba, cortar a unha, ver TV...
- Uma calculadora que quase não tem uso, pois faço cálculos no computador. Só serve para o supermercado.
O que repousa em sua mesa de trabalho? Você é mais organizado que eu?
Duvido.



















