Luiza é colorada.
Dona de muitos predicados, sem dúvida alguma. Roqueira, gaúcha, dona do gato mais famoso de Curitiba, alegre, animada. Mas é fundamentalmente colorada. Ou seja: gente boa! É dona do Blogocular e uma das minhas leitoras mais fiéis.
Acabou virando amiga.
Essa semana ela me cobrou um post para este blog abandonado. E cá está ele.
Pra Luiza, com carinho.
Aproveito o post pra mandar notícias do mundo de cá. Deste lado da tela a vida não anda fácil. Exatamente como a sua ou até pior, querido leitor. Flores enfeitam mesas em restaurantes ou urnas funerárias. As mesmas flores.
Mudei de vida radicalmente nos últimos quatro ou cinco meses. Mudei de trabalho, de ambiente, de estado de ânimo, de modus operandi... Não ouço mais as mesmas músicas, não escrevo as mesmas coisas, não choro as mesmas lágrimas.
Choro outras. Mais salgadas e mais frias.
Quer saber como foi meu reveillon?
Provavelmente foi parecido com o seu, comemorado em família. Churrasco, espumante, refrigerante, criança chorando, adultos falando de trabalho, fogos à meia noite, Patrícia Poeta fazendo a contagem regressiva...
Os fogos... Meia noite. Todos se abraçam, se beijam, correm pra rua.
Olhos no céu. A prefeitura gastou mais este ano, estão mais bonitos... Roxo, lilás, amarelo, vários tons de laranja, nuances de azul pontuando o alto do céu. Alegria, esperança, tudo estourando como pipoca.
Eu em cima da caçamba de uma Pampa 1987 pra enxergar melhor. Cercado de familiares. Não percebi quando todos se afastaram de mim pra ir do outro lado da rua ver melhor a farra. De lá as luzes devem ser mais atraentes.
Passei a virada comigo mesmo. Meia noite em ponto, eu em cima de uma Pampa 1987, espumante na mão, absolutamente só.
Do outro lado da rua, grudados na grade do condomínio, meus familiares assistiam embevecidos o espetáculo de luz e cor. Eu já sentado no estepe da Pampa, olhava para o final da rua. Lá espocavam fogos prateados, sem o esplendor colorido dos fogos deles, mas com uma elegância natural da prata, metal nobre que muita falta me faz.
Rolou em meu rosto a primeira lágrima da safra 2009. Discreta, silenciosa, indesejada.
E de lá até agora, dia sete de Janeiro, o que tenho feito de melhor tem sido sobreviver. E não é um bom começo?
Feliz 2009 pra todos nós! Com muitos fogos coloridos, muitas garrafas de espumante e muitos gols do glorioso Sport Club Internacional.

Todos pra Luiza.
Você é um queridão mesmo!!!!! Já chorei várias vezes nesse começo de ano, de alegria e tristeza, e de novo agora por esse post. Claro que de alegria. Estou me sentindo importante agora. Você é um amigão mesmo! Fico feliz por você ter voltado a escrever aqui. E dá-lhe Colorado, esse é o ano do centenário do nosso querido Inter.
Beijo e obrigada pelo texto, adorei!