
Nada de novo. Continuo na mesma, talvez até pior, já que perdi muita coisa nesse tempo de baixo astral e deprê braba... Mas tudo que é demais enjoa. Reclamação e auto-piedade não fogem à regra, graças a Deus.
Lá vou eu de novo, recomeçar do zero. Carreira, planos, projetos, coração, tudo. Recolher os cacos que se espalharam no chão, varrer o pó, lustrar a prataria... Tentar de novo. Resoluções típicas de reveillon em pleno mês de Agosto. Não quero desgosto.
Não ando soltando rojões nem tirando a roupa em público, tomado de euforia. Muito pelo contrário. Sigo meio opaco, jururu às vezes. Mas o que importa neste caso é a decisão interna de não mais me torturar com o que não depende só de mim. Isso sim é possível de ser alterado. Nisso sim eu tenho absoluto e total controle.
Resolvi olhar o céu e ver a beleza que há naquele azul todo, ignorando a poluição e nem ligando pra eventuais nuvens cinzentas que se aproximem. Concentrado só no azul. Só no caminho do bem.
Quanto tempo isso dura? Sei lá. O que importa é que tento mais uma vez.
Afinal, qual a graça de se viver sem lutar? Os maiores alpinistas do mundo estão aí de prova: chegar ao cume de uma montanha não é tão legal quanto a deliciosa sensação de superar as pedras e obstáculos da subida.
Lá vem o sol, minha gente. Já estou de sungão e protetor solar, só esperando...
Opa, ainda bem que voltou, fico feliz.
Abração!