Quinta-feira. Seis da tarde.
Chego em casa cansado, extenuado depois de uma longa jornada de trabalho e quatro conduções, que já durava desde as seis e meia da manhã. Detalhe: não tinha pregado o olho naquela noite.
Estava feliz. Vim batendo papo furado com amigos no ônibus. Falamos de muita coisa engraçada, estava sorrindo. Queria logo chegar em casa e me entregar ao ócio. Bater um papinho no MSN com meus amigos, traçar o rango da minha mãezinha, relaxar.
Entro em casa e encontro a surpresa. Não havia luz.


Não é?
Chego em casa cansado, extenuado depois de uma longa jornada de trabalho e quatro conduções, que já durava desde as seis e meia da manhã. Detalhe: não tinha pregado o olho naquela noite.
Estava feliz. Vim batendo papo furado com amigos no ônibus. Falamos de muita coisa engraçada, estava sorrindo. Queria logo chegar em casa e me entregar ao ócio. Bater um papinho no MSN com meus amigos, traçar o rango da minha mãezinha, relaxar.
Entro em casa e encontro a surpresa. Não havia luz.

Sim, a conta foi paga. O problema é do sistema elétrico da casa mesmo e já havia se manifestado no dia anterior. Nada pude fazer, pois era noite. Pedi à minha mãe que chamasse um eletricista durante o dia para que eu pudesse ter o merecido descanso noturno com um mínimo de conforto.
Ao me deparar com o breu, liguei pra ela. Estava na casa da minha irmã, lépida e fagueira. Estava muito ocupada o dia todo com visita ao dentista, vendas que ela tinha de finalizar, etc. Não teve tempo. E, segundo ela, não se lembrou de ligar no meu celular pra me avisar.
Claro, se eu tivesse sido avisado, não voltaria pra casa. Teria ido para a casa de uma das minhas irmãs. Teria ido à Biblioteca Municipal ler um pouco. Teria ido à padaria tomar uma cerveja. Teria pensado em fazer uma caminhada na represa. Faria qualquer outra coisa. Tudo, menos voltar pra casa e encontrar a escuridão.
Aquilo me doeu como uma facada no peito.
Fora esquecido pela minha própria mãe. Estava ali, sozinho, no escuro. Só eu mesmo e meus problemas. Ringo Starr é um cachorro normal, estava alegre em me ver e queria brincar. Claro! Enxerga maravilhosamente bem no escuro. Mas eu não estava a fim.
O que me restava fazer?
Uma pessoa em estado de ânimo normal faria o quê? Sairia correndo para a rua, claro. Buscar gente, luz, comida quentinha... Eu não fiz isso. Troquei de roupa e me deitei. Travesseiro e cobertor foram meus companheiros de noite, uma noite escura, triste, entrecortada por muito choro, muita dor, uma tragédia.
Lá pelas sete e meia, quinze pras oito, apaguei.
Dormi um sono pesado e doloroso até às seis e meia da manhã de hoje. Acordei descansado, mas triste. Foi uma noite que eu gostaria de nunca mais ter de repetir. Sozinho, infeliz, esquecido, sem iniciativa de melhorar, buscar ajuda.
Uma noite pode ser decisiva na vida de um ser humano. A de ontem não foi decisiva pra mim, mas com certeza será um marco. Espero que, quando eu tenha um pouco mais de idade e muito mais coisas a comemorar do que a lamentar, eu me lembre dessa noite escura com a boa sensação de ter vencido.
Afinal de contas, todos sabem que o sol sempre nasce pela manhã.
Ao me deparar com o breu, liguei pra ela. Estava na casa da minha irmã, lépida e fagueira. Estava muito ocupada o dia todo com visita ao dentista, vendas que ela tinha de finalizar, etc. Não teve tempo. E, segundo ela, não se lembrou de ligar no meu celular pra me avisar.
Claro, se eu tivesse sido avisado, não voltaria pra casa. Teria ido para a casa de uma das minhas irmãs. Teria ido à Biblioteca Municipal ler um pouco. Teria ido à padaria tomar uma cerveja. Teria pensado em fazer uma caminhada na represa. Faria qualquer outra coisa. Tudo, menos voltar pra casa e encontrar a escuridão.
Aquilo me doeu como uma facada no peito.
Fora esquecido pela minha própria mãe. Estava ali, sozinho, no escuro. Só eu mesmo e meus problemas. Ringo Starr é um cachorro normal, estava alegre em me ver e queria brincar. Claro! Enxerga maravilhosamente bem no escuro. Mas eu não estava a fim.
O que me restava fazer?
Uma pessoa em estado de ânimo normal faria o quê? Sairia correndo para a rua, claro. Buscar gente, luz, comida quentinha... Eu não fiz isso. Troquei de roupa e me deitei. Travesseiro e cobertor foram meus companheiros de noite, uma noite escura, triste, entrecortada por muito choro, muita dor, uma tragédia.
Lá pelas sete e meia, quinze pras oito, apaguei.
Dormi um sono pesado e doloroso até às seis e meia da manhã de hoje. Acordei descansado, mas triste. Foi uma noite que eu gostaria de nunca mais ter de repetir. Sozinho, infeliz, esquecido, sem iniciativa de melhorar, buscar ajuda.
Uma noite pode ser decisiva na vida de um ser humano. A de ontem não foi decisiva pra mim, mas com certeza será um marco. Espero que, quando eu tenha um pouco mais de idade e muito mais coisas a comemorar do que a lamentar, eu me lembre dessa noite escura com a boa sensação de ter vencido.
Afinal de contas, todos sabem que o sol sempre nasce pela manhã.

Não é?
Eu, que fiquei sem palavras ao ler seu texto, peguei emprestado de outra pessoa algo para lhe dizer...
"Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem..."
Abraço!!!
:)