
Estou muito decepcionado com o que ando escrevendo para o SINOPSE INACABADA. Você também deve estar.
Onde anda aquele blogueiro bem-humorado, cheio de tiradas, algo inspirado em (ou imitando, como queira) Mario Prata e Luiz Fernando Veríssimo? Por onde andam aquelas crônicas que falavam de trufas de chocolate, carnaval, histórias da infância e contos cheios de referências pop?
Também procuro aquele blogueiro. Não sei onde anda.
Quem lê sempre o blog sabe que me apaixonei e quebrei a cara. Desde então meus textos se tornaram bissextos e melancólicos. Só falo de sentimentos, perdas, enganos e desenganos de quem ama... Praticamente um livro de auto-ajuda que, como a maioria deles, não ajuda ninguém. Só deprime.
O José Vitor Rack anda por aqui, na mesma. Continua trabalhando o dia inteiro com crianças e adolescentes num projeto social. Segue na luta pela profissionalização como escritor. Ainda acredita que conseguirá comprar sua primeira motocicleta em 2008. Continua preocupado com a quantidade absurda de cabelos brancos que brotam em sua cabeça. Sem dinheiro no bolso e sem namorada.
Agora, aquele blogueiro do começo do ano... O que postava crônicas novas todos os dias, que as escrevia como se fossem capítulos de telenovela (com antecedência de dias antes de irem ao ar), que comentava nos blogs de amigos, que divulgava seu blog com afinco e não deixava o desânimo lhe abater...
Ah, amigo leitor! Esse cara eu não tenho encontrado mais. Nem no espelho, nem em lugar nenhum. Sei que ele mora comigo, mas não nos encontramos mais em casa. Dizem que ele também faz uns bicos no Projeto Cidadão, onde eu também trabalho... Mas nada da gente se cruzar.
Ingrato!
O que resta é um blogueiro infeliz, amargurado com a vida e com a impossibilidade imediata de fazer algo para mudar. Apesar de tudo, continuo sendo honesto com você, me abrindo inteiro nessas mal traçadas linhas do clichê e da masturbação intelectual.
Tenho tentado vários caminhos para reencontrar o espírito de antes. Meu querido amigo Fabinho têm me mostrado muitos textos que ele também leu em fase negra e que o ajudaram a melhorar. Meus anjos do MSN me salvam diariamente da angústia e da depressão profunda. Quando nada resolve ou ninguém se dispõe a me ouvir, escrevo, como agora. Ou choro. No travesseiro empapado de lágrimas tudo parece ir se clareando, se colocando em seus devidos lugares. E durmo.
Esqueço da vida quando assisto Pantanal. Lembra-me a minha infância, me acalma, me faz um bem danado. Tenho visto e revisto muitas vezes os DVD’s da Terça Insana, de Noivo Neurótico Noiva Nervosa (de Woody Allen) e ouvido muitos cd’s durante o expediente. Eles me deixam menos autocentrado, mais leve.
Estou tentando sublimar meu amor por ela, transformá-lo no que era antes: uma doce amizade. Ta difícil, pois a vejo quase todo dia. A vejo sorrir, me quebrando as pernas. A sinto perto de mim com aquele cheiro doce de lima-da-pérsia. A ouço falar do ex-namorado, dos caras com quem ela fica. E me sinto um lixo. Um nada. Menos que um nada.
Minha família não têm tido tempo de olhar pra mim. Cada um com sua cruz, cada um com seus problemas, suas prioridades. Uma com os filhos adolescentes, outra com a casa nova que comprou e tem de pagar, outra com um tratamento sério de saúde, todos com contas e carnês sobre a mesa... Cadê tempo de perguntar ao irmão, ao filho, ao cunhado como é que ele anda? O que têm sentido?
Tenho pensado muito no meu pai, em como ele morreu cedo e no quanto isso afetou minha cabeça, minha personalidade. Sinto muito esse buraco na minha alma.
Tenho tentado me equilibrar no meio disso tudo, minha gente. E administrar minha preocupação com meu futuro, minha vontade de voltar à faculdade, de ter mais amor, mais carinho, mais toque na minha vida... Por isso o SINOPSE INACABADA anda nessa fase dark.
Conto com a paciência de vocês. E com a fidelidade de quem passa por aqui esperando que uma hora eu melhore a qualidade e aumente a quantidade dos textos. Estou tentando, minha gente. Estou lutando!
Beijo.
Onde anda aquele blogueiro bem-humorado, cheio de tiradas, algo inspirado em (ou imitando, como queira) Mario Prata e Luiz Fernando Veríssimo? Por onde andam aquelas crônicas que falavam de trufas de chocolate, carnaval, histórias da infância e contos cheios de referências pop?
Também procuro aquele blogueiro. Não sei onde anda.
Quem lê sempre o blog sabe que me apaixonei e quebrei a cara. Desde então meus textos se tornaram bissextos e melancólicos. Só falo de sentimentos, perdas, enganos e desenganos de quem ama... Praticamente um livro de auto-ajuda que, como a maioria deles, não ajuda ninguém. Só deprime.
O José Vitor Rack anda por aqui, na mesma. Continua trabalhando o dia inteiro com crianças e adolescentes num projeto social. Segue na luta pela profissionalização como escritor. Ainda acredita que conseguirá comprar sua primeira motocicleta em 2008. Continua preocupado com a quantidade absurda de cabelos brancos que brotam em sua cabeça. Sem dinheiro no bolso e sem namorada.
Agora, aquele blogueiro do começo do ano... O que postava crônicas novas todos os dias, que as escrevia como se fossem capítulos de telenovela (com antecedência de dias antes de irem ao ar), que comentava nos blogs de amigos, que divulgava seu blog com afinco e não deixava o desânimo lhe abater...
Ah, amigo leitor! Esse cara eu não tenho encontrado mais. Nem no espelho, nem em lugar nenhum. Sei que ele mora comigo, mas não nos encontramos mais em casa. Dizem que ele também faz uns bicos no Projeto Cidadão, onde eu também trabalho... Mas nada da gente se cruzar.
Ingrato!
O que resta é um blogueiro infeliz, amargurado com a vida e com a impossibilidade imediata de fazer algo para mudar. Apesar de tudo, continuo sendo honesto com você, me abrindo inteiro nessas mal traçadas linhas do clichê e da masturbação intelectual.
Tenho tentado vários caminhos para reencontrar o espírito de antes. Meu querido amigo Fabinho têm me mostrado muitos textos que ele também leu em fase negra e que o ajudaram a melhorar. Meus anjos do MSN me salvam diariamente da angústia e da depressão profunda. Quando nada resolve ou ninguém se dispõe a me ouvir, escrevo, como agora. Ou choro. No travesseiro empapado de lágrimas tudo parece ir se clareando, se colocando em seus devidos lugares. E durmo.
Esqueço da vida quando assisto Pantanal. Lembra-me a minha infância, me acalma, me faz um bem danado. Tenho visto e revisto muitas vezes os DVD’s da Terça Insana, de Noivo Neurótico Noiva Nervosa (de Woody Allen) e ouvido muitos cd’s durante o expediente. Eles me deixam menos autocentrado, mais leve.
Estou tentando sublimar meu amor por ela, transformá-lo no que era antes: uma doce amizade. Ta difícil, pois a vejo quase todo dia. A vejo sorrir, me quebrando as pernas. A sinto perto de mim com aquele cheiro doce de lima-da-pérsia. A ouço falar do ex-namorado, dos caras com quem ela fica. E me sinto um lixo. Um nada. Menos que um nada.
Minha família não têm tido tempo de olhar pra mim. Cada um com sua cruz, cada um com seus problemas, suas prioridades. Uma com os filhos adolescentes, outra com a casa nova que comprou e tem de pagar, outra com um tratamento sério de saúde, todos com contas e carnês sobre a mesa... Cadê tempo de perguntar ao irmão, ao filho, ao cunhado como é que ele anda? O que têm sentido?
Tenho pensado muito no meu pai, em como ele morreu cedo e no quanto isso afetou minha cabeça, minha personalidade. Sinto muito esse buraco na minha alma.
Tenho tentado me equilibrar no meio disso tudo, minha gente. E administrar minha preocupação com meu futuro, minha vontade de voltar à faculdade, de ter mais amor, mais carinho, mais toque na minha vida... Por isso o SINOPSE INACABADA anda nessa fase dark.
Conto com a paciência de vocês. E com a fidelidade de quem passa por aqui esperando que uma hora eu melhore a qualidade e aumente a quantidade dos textos. Estou tentando, minha gente. Estou lutando!
Beijo.
Na alegria e na tristeza, no bom humor ou no desalento...
Me apaixonei pelos seus textos e continuarei sendo fiel. E tenho certeza que essa fase vai passar.
Beijos
Sou sua fiel leitora e vou dizer por mim, nenhuma fase dark (que esteja ocorrendo na sua vida)conseguirá afastar quem já passou por isso, também. Pelo contrário. Se tem uma coisa que aprendi é que quando chegamos ao fundo do poço é hora de olhar pra cima.
Dá quase letra da banda Calipso, mas é de uma verdade absurda.
Que seus dias manifestem as felicidades que vc deseja sentir.
Abraço!!!
:)