
Esperar por algo ou por alguém pode ser algo delicioso ou angustiante, dependendo do que se trata e do contexto onde esta espera está inserida.
A espera por um filho é algo sublime. Nove meses de planejamento, compras, cheiros, novas sensações e intensas emoções. Sim, os últimos meses são mais chatos. O sexo fica difícil, as pernas doem, surge uma neurose de não conseguir sustentar o rebento, medo do parto, enfim. Mas no geral a balança pende para o lado positivo da experiência.

A espera por um filho é algo sublime. Nove meses de planejamento, compras, cheiros, novas sensações e intensas emoções. Sim, os últimos meses são mais chatos. O sexo fica difícil, as pernas doem, surge uma neurose de não conseguir sustentar o rebento, medo do parto, enfim. Mas no geral a balança pende para o lado positivo da experiência.

Aguardar um telefonema é triste. Deprimente, eu diria. Imaginem um desempregado que fez diversas entrevistas durante a semana. Fica ao lado do telefone como os ratos em frente à caçamba de lixo de um restaurante. O que ligar primeiro, leva! Pensem agora em quem está com o pai nas últimas entubado num hospital... Quando o telefone toca numa situação dessas é como se a própria morte, de capuz e foice em punho, estivesse gritando em seus ouvidos.
Ficar num saguão de aeroporto ou rodoviária esperando que chegue aquele amigo, aquele irmão, aquele filho que volta de uma longa viagem, é algo absolutamente excitante. Meses, até anos de saudades, carinhos e beijinhos são despejados na doce angústia daqueles minutos em que ficamos sentados em bancos de plástico.
Agora, ansiar por um amor é uma das mais torturantes esperas pelas quais um ser humanos minimamente sensível pode passar. Nesse aspecto há vários tipos de espera.
Há quem espere um sinal de que é correspondido para, enfim, colocar em prática tudo o que imaginou sozinho em casa, sofrendo, ouvindo James Blunt. Há quem espere que seu amor volte depois de uma briga, uma traição, um desentendimento.
E há o mais desgraçadamente só dos viventes: o que aguarda um amor qualquer. Alguém que não tem rosto, não tem nome nem se sabe onde anda. Qualquer um que passeie no shopping ou que esteja na fila da padaria pode preencher esse requisito. Qualquer um serve, desde que seja especial e disposto a corresponder a um simples carinho.
Ou seja: o pior é não saber o que se espera. Sendo assim, nem sempre o dito popular é válido. Quem espera sempre alcança? Talvez. O problema é o quê.
Ficar num saguão de aeroporto ou rodoviária esperando que chegue aquele amigo, aquele irmão, aquele filho que volta de uma longa viagem, é algo absolutamente excitante. Meses, até anos de saudades, carinhos e beijinhos são despejados na doce angústia daqueles minutos em que ficamos sentados em bancos de plástico.
Agora, ansiar por um amor é uma das mais torturantes esperas pelas quais um ser humanos minimamente sensível pode passar. Nesse aspecto há vários tipos de espera.
Há quem espere um sinal de que é correspondido para, enfim, colocar em prática tudo o que imaginou sozinho em casa, sofrendo, ouvindo James Blunt. Há quem espere que seu amor volte depois de uma briga, uma traição, um desentendimento.
E há o mais desgraçadamente só dos viventes: o que aguarda um amor qualquer. Alguém que não tem rosto, não tem nome nem se sabe onde anda. Qualquer um que passeie no shopping ou que esteja na fila da padaria pode preencher esse requisito. Qualquer um serve, desde que seja especial e disposto a corresponder a um simples carinho.
Ou seja: o pior é não saber o que se espera. Sendo assim, nem sempre o dito popular é válido. Quem espera sempre alcança? Talvez. O problema é o quê.
Eu já passei por quase todas essas esperas. E quando relaxei mesmo, deixei de me preocupar, fui fazendo outros planos, surgiu um amor, pintou uma vaga em um emprego, o amigo acidentado saiu do coma e tudo ficou melhor. Mas mesmo percebendo isso, nós acabamos sempre na angústia pensando e rezando para que tudo dê certo. Não adianta, nós esperamos mesmo e é muito pior esperar algo que não sabemos, como você escreveu.
Fico feliz de você ter voltado a escrever. Comentei no post anterior também.
Beijo!
Sabe, em alguns momentos penso, a espera por algo que não se sabe o que deve ser melhor do que a espera pelo amor que se foi (e fica fazendo doce pra voltar). Pelo menos vc sabe que o "não sei o que" não tem seu telefone, então não fica esperando que ele toque.
Sempre textos que fazem pensar, e muito. Vc sabe que adoro seu blog.
:)
Abraço!!!
Além de esperar, é importante trabalhar muito para que o ditado se concretize.
Excelente reflexão.
Um abraço.
Boa tarde! Ciente da importância do seu blog, gostaria de pedir o seu apoio na divulgação da campanha abaixo:
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