Não há nada mais clichê que dizer que os opostos se atraem. Nem em texto de novela mexicana essa frase é tolerável nos dias de hoje. Essa é uma verdade inquestionável, comprovada pela física e pelas mulheres altas que dão mole para baixinhos.
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Mas há uma sensível diferença entre as tantas diferenças nossas de cada dia. Há as que aproximam e as que afastam. As que dão tesão e as que dão asco. As perfumadas e as sebosas.
Pra um cara ansioso como eu, nada atrai mais do que ver aquela pessoa zen, tranqüila, que não sente angústia nem rói a unha até sangrar. Fico fascinado ao ver pessoas que tem paciência com crianças mal-educadas, que se permitem tomar um chimarrão no parque ao cair da tarde, que gostam do silêncio. Invejo, invejo muito. E me sinto atraído por gente assim, seja pra namorar ou simplesmente ficar perto, conversar.
Pra um cara sensível como eu, nada mais desagradável que perceber que tem muita gente que não está nem aí para os sentimentos dos outros. Pisa no pescoço do próximo sem culpa e ainda tripudia. Minimiza suas falhas e maximiza os deslizes dos outros, achando que seu umbigo é a fronteira que demarca tudo o que há de bom no mundo.

As relações humanas não são regidas pelas leis da física, nem pela constituição brasileira e menos ainda pela moral decadente da classe média empedernida. As relações humanas são regidas pelo coração. Pelas vontades. Pelos limites de cada um. E aí é que reside a brecha que permite aos diferentes se aproximarem.
Mas existem diferenças impossíveis de serem ignoradas, nem pelo Dalai Lama.
O amor é cego, mas conserva tato, audição e bom senso, graças a Deus.
Muito interessantes seus textos. Vc escreve bem.
Te vi, inicialmente, no orkut, aí abri seus blogs.
Gostei mais desse. :)
Abraço!!!
Moço.. estava eu a buscar uma imagem que representasse "relações humanas" pra ilustrar uma aula que terei que apresentar em um processo seletivo... cliquei e vim cair aqui... às 5h36 da madruga, com os zói ardendo ... li e me encantei...
Depois voltarei pra saber mais de ti.
Um bom aperto de mão!
Venúsia
(venusiaferraz@gmail.com)